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Viver em Portobello, Dublin
Um bairro boémio da zona sul ao longo do Grand Canal — casas geminadas vitorianas e eduardianas, o caminho-de-sirga do canal, o corredor da *Camden Street* com restauração e pubs independentes, e um perfil residencial jovem e criativo que fez de Portobello um dos endereços mais identificáveis do interior de Dublin.
Portobello fica na margem sul do Grand Canal na zona sul interior de Dublin, entre Rathmines a sul, Harold's Cross a sudoeste, The Liberties a oeste e Stephen's Green/Camden Street a norte. O bairro deve o nome ao Portobello Harbour (um antigo porto do Grand Canal) e é delimitado pela Lower Clanbrassil Street a oeste e pela Synge Street a leste. Historicamente um bairro maioritariamente judaico no final do século XIX e início do XX — a principal comunidade judaica de Dublin viveu aqui durante várias gerações, com o Irish Jewish Museum numa antiga sinagoga na Walworth Road — Portobello gentrificou-se de forma abrangente ao longo das duas últimas décadas e é hoje um dos endereços jovens e criativos mais identificáveis da zona sul interior.
O que é
Um bairro residencial denso construído sobretudo entre 1860 e 1910, com casas geminadas de tijolo vermelho de dois e três pisos ao longo das ruas que saem dos eixos da Lennox Street, South Richmond Street e Lower Clanbrassil Street. O Grand Canal e o seu caminho-de-sirga formam a fronteira sul; a esquina do Bleeding Horse, onde a Camden Street encontra a Charlemont Street, é a porta de entrada tradicional. Entre os marcos principais estão o Irish Jewish Museum, a Portobello Bridge (uma das pontes de canal mais fotografadas de Dublin) e o Bernard Shaw (o icónico pub originalmente na Richmond Street South, que se mudou para norte há alguns anos, mas cuja ligação a Portobello persiste na memória local).
Quem vive aqui
Um perfil jovem, da classe criativa e notavelmente internacional. Muitos residentes são profissionais entre os 20 e os 40 anos — designers, escritores, jornalistas, engenheiros de software, gente do sector da restauração — e há uma presença internacional estável, sobretudo da Europa continental, do Brasil e da Índia. A comunidade judaica mudou-se em grande parte para outros bairros de Dublin, mas uma pequena presença mantém-se. Famílias de Dublin de longa data com rendas protegidas ocupam muitos dos apartamentos mais antigos. A fatia familiar é moderada; a presença estudantil é significativa, dada a proximidade ao Trinity College, à escola de enfermagem do St James's Hospital e às instituições à volta.
Como é durante o dia
Movimentado ao longo dos eixos. A Camden Street (o corredor que sobe de Portobello até Stephen's Green) é uma das ruas com mais restaurantes e lojas da zona sul interior, com cafés, lojas de comida independentes, talhos, peixarias e um fluxo contínuo de gente. A Lower Clanbrassil Street acolhe a Lovely Food Co. e outros especialistas independentes de comida. O caminho-de-sirga do Grand Canal tem corredores, ciclistas e caminhantes durante todo o ano. Os cafés ao longo de Lennox Street, South Richmond Street e Richmond Hill enchem-se com clientes habituais e gente a trabalhar de portátil. O ritmo é nitidamente mais rápido do que o equivalente em Stoneybatter ou Phibsborough na zona norte.
Como é à noite
Uma das zonas com saída mais forte do interior sul de Dublin. A Camden Street e arredores concentram uma densidade notável de pubs (The Bleeding Horse, Anseo, Whelan's — a sala de música em Wexford Street —, Devitt's, Cassidy's), restaurantes (Pichet, Etto, Locks, Bastible já em The Liberties) e bares (The Brickyard, Dublin Wine Co., os locais de vinho natural e cerveja artesanal que se multiplicaram na última década). O Whelan's é um dos principais palcos de música ao vivo de Dublin. Os horários de fecho são os habituais dos pubs; as noites de fim-de-semana são muito movimentadas.
Como se anda na zona
Bons transportes. O Luas Green Line serve a zona em Harcourt e Charlemont (esta última mesmo no limite norte). Várias linhas da Dublin Bus (14, 15, 16, 65, 122 e outras) ao longo dos eixos. A ciclovia do Grand Canal é uma das rotas de quem vai trabalhar mais usadas da cidade. De bicicleta até ao Trinity College são 10 minutos; até às docklands centrais, 15. A pé até Stephen's Green são 10 minutos; até ao centro propriamente dito, 15.
Comer e fazer compras
O dia-a-dia está bem coberto: Tesco, SuperValu, Lidl e Aldi ao longo do eixo, além de uma forte concentração de lojas de comida independentes ao longo da Lower Clanbrassil Street, das pequenas padarias artesanais e dos eventos do Camden Quarter Food Market. A oferta de restaurantes em torno da Camden Street é uma das mais fortes de Dublin em cozinhas independentes. As compras são criativas e em pequena escala, com vintage, design e livrarias ao longo dos eixos.
Quando NÃO escolher
Se quer uma vida residencial calma, as ruas centrais de Portobello são barulhentas à noite, particularmente aos fins-de-semana — ruído dos bares no corredor da Camden Street, o fluxo contínuo de gente à noite, as multidões dos concertos no Whelan's. Se quer um bairro tranquilo e orientado para famílias, a zona pende para mais jovem e mais nocturna do que Sandymount ou outros bairros residenciais do sul. E as rendas na faixa mais baixa são apertadas — os quartos pequenos e acessíveis mudam de inquilino rapidamente.
Portobello é a escolha certa para residentes que querem um bairro denso e cheio de carga criativa no interior de Dublin com uma das melhores cenas de restauração e de bares a sul do Liffey, que apreciam o Grand Canal à porta e a rua vitoriana em banda, e que não se importam de pagar rendas centrais pelo endereço boémio mais identificável da zona sul. Para jovens profissionais, designers, jornalistas e um certo tipo de residente internacional, é a escolha natural no interior sul.